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ANDROGINISMO

Trata-se de uma homenagem divertida, festiva e poética que une dois talentos do Sul e do Nordeste brasileiro em torno da boa música: Valéria Houston e Gisele Almodóvar, acompanhadas de Rodrigo Apolinário (teclado) e Rafael Erê (violão), fazem desse trabalho um encontro metafórico e afetivo, que intenciona romper com as fronteiras de gênero, tão presentes nos substratos culturais e sociais de nosso país. Ao percorrerem a flor da música brasileira, mas também os clássicos de Nina Simone à Edith Piaf, o que temos é um momento pensado para a celebração da vida em seu estado mais elevado de alegria.

Direção: Silvero Pereira
Elenco: Rafael Erê, Rodrigo Apolinário, Silvero Pereira e Valéria Houston

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BR-TRANS (CE/RS)

Espetáculo protagonizado pelo ator Silvero Pereira. Teve sua estreia em 2013 em Porto Alegre e, desde então, cumpre com esplêndido sucesso sua trajetória em temporadas nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, sendo considerado pela crítica especializada uma das dez melhores peças de teatro em 2015. Foi destaque em todos os festivais nacionais em que esteve e despontou como um fenômeno nos festivais internacionais da Alemanha e Estados Unidos.

Direção: Jezebel De Carli
Dramaturgia e atuação: Silvero Pereira
Músico em Cena: Rodrigo Apolinário

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HAMLET- PROCESSO DE REVELAÇÃO (BRB)

A tragédia do príncipe da Dinamarca – que retorna ao reino para vingar a morte do pai, assassinado pelo próprio irmão, Claudio – é a mais longa das peças de Shakespeare. Hamlet busca a vingança enquanto questiona o sentido da vida e de suas ações. O ator Emanuel Aragão, que, além de estar sozinho em cena, assina o trabalho também como dramaturgo - vai adiante na ideia de que Hamlet representa um marco, e não apenas no teatro: “Acho que está tudo lá, o pensamento moderno, a fundação da ideia do inconsciente. A cada leitura, a cada apresentação, descubro coisas que não sabia que estavam lá”.

Direção: Adriano e Fernando Guimarães
Elenco: Emanuel Aragão

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LOUCA PELO CHEIRO DO MAR (RJ)

Louca Pelo Cheiro do Mar terá como alicerce histórico-cultural de suas investigações dramatúrgica e coreográfica duas frentes de interesse: (1) a abordagem de três figuras icônicas do imaginário praieiro carioca: a dançarina Luz del Fuego, que fundou uma comunidade naturalista na Ilha do Sol; o corpo performático da cantora Gal Costa; e o corpo andrógino do surfista Petit, imortalizado pela canção “Menino do Rio”; (2) o diálogo com substratos (contra)culturais de corpos periféricos e tais representações, que promoviam outras realidade possíveis de intervenção no ambiente praieiro, como os dos sujeitos do subúrbio carioca, geralmente reduzidos às caracterizações de farofeiros, macumbeiros e pagodeiros.

Direção, coreografia e interpretação: André Masseno

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QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI? (CE)

A montagem teve sua estreia no Festival de Curitiba, em 2016, e foi merecedora de críticas arrebatadoras, não somente por sua urgência como discurso e posicionamento político, mas pela pungência estética e dramaturgia virulenta que o espetáculo propõe como pilares para uma reflexão social e ética.

Direção: Jezebel De Carli e Silvero Pereira
Elenco: Coletivo As Travestidas

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BALÉ RALÉ (RJ)

A Cia Teatro de Extremos se inspirou nos textos de Marcelino Freire para dar continuidade a` pesquisa acerca das questões da diversidade e seus reflexos sobre o homem contemporâneo, numa cena contundente sobre os limites do corpo, da sociedade e sua potência transformadora. A obra de Marcelino expande nossas noções de marginalidade, colocando em perspectiva ícones antigos e urgentes, por serem uma representação contundente da busca humana pela liberdade. Os personagens de Balé Ralé carregam o mundo nas costas, as dores e os amores. São pedaços vivos, rejuntes da própria matéria social brasileira.

Texto: Marcelino Feire
Concepção e direção: Fabiano de Freitas
Elenco: Leonardo Corajo, Mauricio Lima, Samuel Paes de Luna, Vilma Mello, Will Lopes e Juracy de Oliveira (stand in)

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UMA FLOR DE DAMA (CE)

Espetáculo concebido a partir do conto Dama da Noite, de Caio F. Abreu e do livro Engenharia Erótica, de Hugo Denizart, além de entrevistas com travestis cearenses feitas pelo ator Silvero Pereira, no intuito de fazer-nos questionar acerca de uma irreversível condenação social imposta a esse universo. Deste modo, o espetáculo provoca reflexões profundas acerca da nossa responsabilidade individual e coletiva, mas também questiona a perpetuação de narrativas preconceituosas e preconceitos e quais os mecanismos políticos, educacionais e sociais são necessários para dar maior dignidade a estas pessoas que sofrem diariamente com o preconceito.

Direção e atuação: Silvero Pereira

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O HOMOSSEXUAL OU A DIFICULDADE DE SE EXPRESSAR (RJ)

Montagem do Teatro de Extremos, estreou no mês de junho de 2015 no Espaço SESC e realizou, logo em seguida, uma importante intervenção no MAR – Museu de Arte Rio, com apoio do Programa de Fomento à Cultura Carioca (SMC). O texto do dramaturgo e cartunista franco-argentino COPI, tem caráter subversivo, tratando da morte, do exílio e da questão de gênero de forma original e irônica. Indicado em várias categorias nos prêmios APTR, Questão de Crítica e CesgranRio.

Direção: Fabiano de Freitas
Elenco: Teatro de Extremos